Pneus "em baixo"

8 em cada 10 automobilistas na Europa conduzem com pneus "em baixo".

A manutenção inadequada dos pneus faz com que se desperdice 5,2 biliões de euros de combustível e se emita mais 9,3 milhões de toneladas de Dióxido de Carbono (CO2) por ano.

Os testes de segurança realizados em 52.400 automóveis, em 15 países da União Europeia (EU), mostraram que 81% dos automobilistas conduzem com pressão insuficiente nos pneus. Ora à primeira vista pode não parecer alarmante mas analisando os dados de fundo percebe-se que a situação tem custos - e grandes! - dizem os especialistas na matéria.

Ao conduzirmos com pneus com baixa pressão estamos a desperdiçar cerca de 4 biliões de litros de combustível, ou seja 5,2 biliões de euros, mais 9,3 milhões de toneladas desnecessárias em emissões de Dióxido de Carbono (CO2) para a atmosfera – o equivalente a 3,47g/km num ano para cada carro nas estradas europeias.

Foi no âmbito da iniciativa "Think Before You Drive" (Pense antes de conduzir), organizada conjuntamente pela FIA (Federação Internacional do Automóvel), a Bridgestone e clubes de automobilismo que se desenvolveram os testes de segurança.

Os resultados mostram que 26,5% dos automobilistas conduzem com a pressão dos pneus aquém do ideal; pelo menos 0,5 bares abaixo da pressão recomendada pelo fabricante do veículo. Mais grave é que cerca de 7,5% de automobilistas têm a pressão dos pneus inferior ao recomendado em: 0,75 bares, correndo assim risco de segurança.
Já na espessura quase 17% dos pneus que circulam nas estradas também são usados abaixo do mínimo proposto pela EU - 1,6 milímetros. Cerca de 9% dos pneus inspeccionados estão desgastados e com poucos bares de pressão.

Se há baixa pressão logo há mais resistência ao rolamento do pneu

Dos resultados conclui-se que muitos automobilistas não sabem que um pneu perde a pressão ao longo do tempo, é como um balão, e que a condução com a pressão "deflacionada" é incorrecta, perigosa e aumenta significativamente os resíduos de combustível no ambiente.

A baixa pressão tem uma forte influência na resistência ao rolamento do pneu, sendo este fundamental para o índice de consumo do veículo. Os diferentes tipos de piso e estilos de condução representam 18% a 26% da força total num veículo. Se este tem baixa pressão nos pneus aumenta a resistência ao rolamento. Um facto que influencia a sua eficiência ecológica e condiciona o desempenho do automóvel na generalidade. Por exemplo na perda de controlo do veículo, na aderência ao piso, na durabilidade dos pneus devido à pressão excessiva no ombro do pneu e acumulação de calor a partir da parte mais lateral.

Em relação à segurança para um automóvel que tenha pneus com ar a menos e com espessura inferior a 1,6 mm, ela é posta em causa pois a velocidade que origina uma aquaplanagem é reduzida em 40%.

 

1.Dados essenciais da campanha

Em 2005 foram inspeccionados 8700 automóveis em 10 países, já no ano de 2006 20.300 veículos em 19 países, em 2007 38.867 automóveis também em 19 países, 2008 31.178 veículos inspeccionados em 14 países. No ano passado (2009) foram feitos testes em 52.400 veículos, em 15 países.

 

2. Principais Resultados 2009

  • Em 26,5% das inspecções foram denotados pneus com pouca pressão, destes 7,5% muito abaixo do recomendado.
  • 1 em cada 11 condutores ameaçam a sua segurança devido aos pneus com pouca pressão e desgastados.

 

Desgaste devido aos pneus com pressão + espessura insuficientes

  • 3% dos pneus ficam com a quilometragem reduzida para metade
  • 16,6% dos pneus têm uma espessura inferior aos 1,6 milímetros permitidos.

 

Consequências para o ambiente de tudo isto

  • 28,2 milhões de pneus são perdidos por causa do desgaste antecipado.
  • 18 a 26% da força total de um veículo vêm do rolamento do pneu
  • 26,5% têm um consumo de combustível mais elevado
  • 4 biliões de litros de combustíveis são desperdiçados o que significa a perda de 5,2 biliões de euros
  • São emitidas mais 9,3 milhões de toneladas de CO2, ou seja, mais 3,47 g / km de dióxido de carbono para todos os carros nas estradas da Europa.
  • Ao todo estima-se que num ano se gastem a mais 7,7 biliões de euros - um número que nos faz pensar!